A CADA INSTANTE ESTAMOS A TEMPO DE NUNCA HAVER NASCIDO
Paulo Borges |
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Nova Águia
14 x 23 cm - 182 págs
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P.V.P.
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«Escrevo. Para iluminar o Inferno. Tu, que lês, comigo
para sempre arderás nas trevas da luz infinita.
És o que há de mais precioso em todo o infinito universo. E por não o
suportares tanto te prezas.
Busca o que mais temes, beija-o na boca e sê feliz para sempre!»
…
Este livro é o diário de bordo da viagem instantânea e
infinita entre o antes e o depois de haver alguma coisa. O diário da
experiência do que se não pode dizer, com todas as suas potências e
possibilidades, todos os deuses, demónios, labirintos e abismos, todos os
sagazes vislumbres e furiosos arrebatamentos que se acoitam nisso a que se
chama existência e vida. O surpreendê-lo na anulação da distância, na
palavra súbita e mínima, incandescente ou transida do impossível que
incarna.
Na verdade este livro não existe, nunca começou a ser
escrito e nunca cessará de o ser. Porque quem o escreve não é só quem
julgas, mas, simultaneamente, tu próprio e Todo o Mundo-Ninguém. Aqui
dialoga a presença com a ausência, aqui ressoa a presença-ausência, aqui
canta a Saudade. Pois em tudo irrompe o mesmo fundo sem fundo da universal
metamorfose, a mesma serpente que a tudo abandona como peles da nudez que
para além de si e de tudo se empluma.
Este livro é um dos seus rastos. Não tentes segui-lo,
pois o que importa é que te libertes, dele, de tudo e de ti. Que agora mesmo
te dispas e morras e, neste preciso instante e lugar, ressuscites
proclamando a todas as coisas o seu e teu eterno Despertar.
www.pauloborges.net
-
www.serpenteemplumada.blogspot.com
Paulo
Borges é professor do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa. Presidente da União Budista Portuguesa, da
Associação Agostinho da Silva e vice-presidente da Casa da Cultura do
Tibete. Co-director da Revista Nova Águia e presidente do Movimento
Internacional Lusófono. Presidiu à Comissão das Comemorações do Centenário
do Nascimento de Agostinho da Silva. Membro da Comissão Organizadora das
visitas de S.S. o Dalai-Lama a Portugal em 2001 e 2007. Tradutor-intérprete
dos seus ensinamentos na última visita e de vários livros budistas.
Sócio-fundador e membro da Direcção do Instituto de Filosofia
Luso-Brasileira. Membro correspondente da Academia Brasileira de Filosofia.
Membro Fundador da APERel - Associação Portuguesa para o Estudo das
Religiões. Membro do Conselho de Direcção da Revista Lusófona de Ciência
das Religiões. Director da colecção Ecúmena, na Zéfiro. Autor de
centenas de artigos publicados em Portugal, Espanha, França, Itália,
Alemanha e Brasil, além das seguintes obras:
Poesia - Trespasse (1985), Capital (1988), Ronda da Folia
Adamantina (1992); Ensaio filosófico - A Plenificação da História em
Padre António Vieira. Estudo sobre a ideia de Quinto Império na "Defesa
perante o Tribunal do Santo Ofício" (1995), Do Finistérreo Pensar
(2001), Pensamento Atlântico (2002), O Budismo e a Natureza da
Mente (com Matthieu Ricard e Carlos João Correia, 2005), Agostinho da
Silva. Uma Antologia (2006), Tempos de Ser Deus. A espiritualidade
ecuménica de Agostinho da Silva (2006), O Buda e o Budismo no
Ocidente e na Cultura Portuguesa (organizador, com Duarte Braga, 2007),
"O Budismo, uma proximidade do Oriente: ecos, sintonias e permeabilidades no
pensamento português", Revista Lusófona de Ciência das Religiões, Ano
VI, nº 11 (2007) (organizador, com Duarte Braga), Princípio e
Manifestação. Metafísica e Teologia da Origem em Teixeira de Pascoaes
(2008), O Drama de Deus. Homogeneidade, Diferenciação e Reintegração em
Sampaio Bruno (no prelo); Ficção - Línguas de Fogo. Paixão, Morte e
Iluminação de Agostinho da Silva (2006); Teatro - Folia. Mistério de
uma Noite de Pentecostes (2007). |