A VERDADE DO AMOR
António Telmo


Nova Águia
16 x 23 cm - 160 págs
 

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Seguido de
ADORAÇÃO
Cânticos de Amor
de
Leonardo Coimbra

 

«O amor é um sacramento, isto é, um mistério, não no sentido vago desta palavra, mas na sua acepção etimológica, que a torna significativa de uma relação singular e concreta com a verdade divina.»

António Telmo

 

 

«Sendo a Nova Águia uma colecção de excelência, de elite, não há que justificar a publicação de uma obra que reúne dois dos mais relevantes mestres da nossa tradição filosófica: Leonardo Coimbra e António Telmo. O primeiro já falecido, mas presente entre nós através dos discípulos que deixou – referimo-nos, desde logo, a Álvaro Ribeiro e a José Marinho – e dos discípulos que, por sua vez, estes deixaram. O segundo, felizmente, ainda vivo e vigoroso, em corpo e em espírito. Esta sua obra é, aliás, disso prova cabal. Obrigado, pois, António Telmo, por mais este tesouro. Que muitos tenham o privilégio de o descobrir.»

Renato Epifânio
Director da Colecção Nova Águia
www.novaaguia.blogspot.com

 

 

«É este livro [Adoração] o menos considerado pelos admiradores do filósofo [Leonardo Coimbra]. Basta dizer que Sant’Anna Dionísio, essa nobre e inteligente alma de pensador, não o incluiu nos dois volumes das Obras editadas. Álvaro Ribeiro parece ter sido, de facto, o único discípulo a prestar louvor escrito aos Cantares, nos quais vê o Cântico dos Cânticos em língua portuguesa.

Homem Cristo invectivou Leonardo Coimbra no Parlamento por ter escrito e publicado um livro que desonra a família pelo louvor do adultério.»

António Telmo

 

 

António Telmo nasceu em Almeida, distrito da Guarda, numa casa da rua do Convento, no centro do hexagrama formado pelas muralhas que cercam a vila. Foi no dia 2 de Maio de 1927, pelas duas horas da tarde. O Leão aparecia no horizonte e o Sol erguia-se alto no Touro.

Por uma dessas estranhas coincidências que, por vezes, marcam a relação íntima de certos acontecimentos, nas Centúrias de Nostradamus, escritas há cerca de meio milénio, vem anunciado o nascimento do "grande Portugalois", junto a um convento em "la Guardia". Claro que esta Guarda é outra e outro é o convento. Quem dera ao autor deste livro pertencer a uma organização conventual de altos espíritos que guardassem o mundo humano nestes tempos de fim.

Viveu em Portugal 72 anos e os restantes fora de portas: em Moçâmedes (Angola), Brasília (Brasil) e em Granada (Espanha), dividindo-se até hoje o seu tempo por dezassete lugares. Recorda com gratidão Arruda dos Vinhos, da sua infância, que é ainda hoje a forma terrestre do seu Paraíso; Sesimbra, a da sua juventude que lhe ensinou o mar, a amargura e a imaginação; Évora e o seu passado de sombras e de história; Redondo, onde, antes do 25 de Abril, fundou a primeira escola democrática do país. Há vinte e tal anos ensina crianças em Estremoz.

Em Brasília, a amizade de Eudoro de Sousa e de Agostinho da Silva pôs em professor universitário um homem que não teve a paciência nem gosto, até aos 40 anos, para completar a licenciatura na Faculdade de Letras de Lisboa. O aluno aqui era professor lá. Ensinou a Écloga IV, de Virgílio, durante três anos. Bastou-lhe este texto de algumas páginas, pois não confunde ensino com Internet.

Iniciou-se como fazedor de livros aos 36 anos, com uma Arte Poética, não de versejar mas de dar voltas ao espírito.

Tenciona nascer de novo, mas não sabe onde, nem quando, nem como, nem se isso é possível fora deste mundo. Entretanto, espera e crê, sem pressa, como aprendeu com os alentejanos, procurando estar de pé sobre a extensa planície, a toda a volta, com a sua sugestão de liberdade e de infinito.