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POEIRAS DE ABSURDIDADE SAGRADA
Rémi Boyer
LIVRO SOLAR
Num mundo desmobilizado, que recorre a todas as
espécies de simulacros e de lazeres para se desviar
da Obra e que oscila entre a preocupação racional pela
coerência e a pusilanimidade incoerente, Rémi Boyer
propõe o Incoerismo como “Imobilidade em movimento”.
Não é um sistema nem uma estratégia, antes sim, entre
dois impasses, uma terceira via, saída de emergência e
única liberdade.
Nesta demanda do Centro, do coração da Rosa – centro
que, recorda-nos o autor, é passagem para a Verticalidade
–, o Adepto revela-se como um artista que joga e cria;
que, despojado de conceitos e de saber, se encontra frente
a frente com a Loucura, a Beleza, a Solidão, o Nada;
mas, também, que conhece o abraço cintilante, o êxtase do
“deus negro”. Grande Jogo que se pratica com irreverência
– um dos nomes humanos da Liberdade.
Co-Edição: Zéfiro & Arcano Zero
Nascido em 1958, Rémi Boyer começou desde cedo a exploração do mundo das vanguardas, da Iniciação e das Filosofias do Despertar. Trabalha, desde então, para uma nova aliança entre as filosofias do Despertar e as vanguardas artísticas.
Membro da Société des Gens de Lettres, considera a Literatura como uma forma de metafísica, tendo-se envolvido activamente no movimento das revistas desde os Anos 80, nomeadamente na experiência excepcional da revista de tradições e vanguardas, L’Originel, dirigida por Charles Antoni, e, mais tarde, no seio de Pris de Peur, revista da Casa dos Surrealistas de Cordes-sur-Ciel, dirigida por Paul Sanda. Também colabora ou colaborou com inúmeras revistas europeias, entre as quais Supérieur Inconnu, Place aux sens, La Soeur de l’Ange, Initiera, Cahiers chroniques, Historia occultae, etc. Contribui igualmente, desde 2007, para os magazines electrónicos Vendémiaire e La faute à Diderot, bem como para a experiência televisiva Baglis TV. Dirige, desde 1992, a revista L’Esprit des Choses, especializada na filosofia de Louis-Claude de Saint-Martin, no Martinismo e na Franco-maçonaria egípcia. Dirige igualmente a colecção Carnets d’un franc-maçon égyptien e anima a crónica literária La Lettre du Crocodile desde 1996. Autor de uma quinzena de ensaios traduzidos em várias línguas, escreve também contos filosóficos dirigidos tanto às crianças como aos adultos e textos destinados à animação da discussão filosófica com crianças. Calígrafo, impregnado pela cultura oriental, ilustra por vezes ele próprio os seus livros. |
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